Histórias em Interlagos – Autódromo de Interlagos - Autódromo José Carlos Pace

Histórias em Interlagos

São Paulo, 12 de Maio de 2016 - Por: Nara de Lima e Sá

Reservamos este espaço para que todos os fãs possam nos contar seus melhores momentos aqui no templo do automobilismo mundial. Envie sua história em nosso Facebook.

Roberto Belleza: Meu nome é Roberto Belleza, tenho 58 anos e sou deficiente físico (tetraplégico). Trabalho desde 2010 na SPTuris, empresa da Prefeitura de São Paulo responsável pelos eventos oficiais da cidade, que também administra o Autódromo de Interlagos e o Anhembi, atualmente como Assessor da Diretoria de Responsabilidade Social. O ano de 2007 foi marcante para o GP Brasil de Fórmula 1, com a chegada meteórica de um jovem e promissor piloto chamado Lewis Hamilton que, já em seu primeiro ano, acabaria vencendo quatro corridas! O campeonato chegava à sua última prova em Interlagos, com uma briga feroz pelo título mundial pelos pilotos, entre eles Kimi Raikkonen (Ferrari), Lewis Hamilton (McLaren) e Fernando Alonso (McLaren). Raikkonen foi campeão com apenas 1 ponto de diferença para Hamilton! Na 6ª Feira de treinos livres, o ambiente no paddock fervia, com centenas de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos do mundo inteiro tentando uma palavrinha com a nova estrela do circuito da F1. E, no meio de toda aquela muvuca, sendo atropelado pela mídia internacional, eis que surge na minha frente a fera – Lewis Hamilton!!! Muito simpático e solícito, me cumprimentou e começamos a conversar da maneira mais natural possível. Na época, como secretário Municipal Adjunto da Pessoa com Deficiência, contei a ele sobre as melhorias que a Prefeitura vinha fazendo no Autódromo, principalmente com relação à acessibilidade pois, naquela época, seu irmão mais novo Nick Hamilton também era cadeirante devido a uma síndrome que comprometia moderadamente o movimento de suas pernas. Hamilton me contou que levava seu irmão a praticamente todas as suas corridas e, não raro, enfrentava problemas de acessibilidade em alguns autódromos, mesmo na Europa. Acho que ficamos pelo menos uns 10 minutos batendo papo, tempo esse que todos que o assediavam dariam tudo para conseguir…

 

Roberto Belleza com Lewis Hamilton, no Autódromo de Interlagos. Foto: acervo pessoal de Roberto Belleza.

Roberto Belleza com Lewis Hamilton, no Autódromo de Interlagos. Foto: acervo pessoal de Roberto Belleza.

print tw hist interlagos

Raquel da Conceição Paixão: A minha história no Autódromo começou em 13 de março de 2013 e continua até hoje, diariamente. Confesso que me apaixonei. Trabalhar neste lugar é gratificante! Enfim, como sempre falo, qualquer coisa que você faça na vida, que seja com amor, o resultado será recíproco… Raquel da Conceição Paixão  faz parte da empresa G4S Interativa Service, na equipe terceirizada que trabalha no Autódromo de Interlagos.

 

Raquel da Conceição Paixão com Débora Rodrigues, em Interlagos. Foto: acervo pessoal de Raquel da Conceição Paixão.

Raquel da Conceição Paixão com Débora Rodrigues, em Interlagos. Foto: acervo pessoal de Raquel da Conceição Paixão.

 

Marcelo Maranello: Meu nome é Marcelo, sou bancário e professor de inglês, tenho 32 anos e moro na cidade de São Paulo. Meu primeiro grande evento foi o GP Brasil de F1, em 2007, no dia 20 de outubro. Acordei naquela manhã de F1 e liguei na bilheteria para saber se ainda havia ingresso e quem me atendeu disse que sim e mais do que depressa corri para o Autódromo para ver o treino, coisa que sempre sonhei em assistir. Na verdade, presenciei apenas o treino classificatório, vi Felipe Massa fazer a pole position com o tempo de 1:11:932 e aquela atmosfera já foi suficiente para não querer mais estar longe daquele lugar. Voltei para casa com a sensação de sonho realizado, dali em diante prometi que nunca mais perderia um GP de F1 em Interlagos e assim tem sido, até o presente momento.

 

Marcelo de O. Alves com Reginaldo Leme, no Autódromo de Interlagos. Foto: acervo pessoal de Marcelo de O. Alves.

Marcelo de O. Alves com Reginaldo Leme, no Autódromo de Interlagos. Foto: acervo pessoal de Marcelo de O. Alves.

Antes, eu era um torcedor que ia ao Autódromo apenas para ver a F1, mas com o passar do tempo comecei a acompanhar todas as categorias que correm em Interlagos. Desde o Paulista de Marcas e Pilotos, passando pela Stock Car, Brasileiro de Turismo, até chegar à F1. Nesses anos que frequento o lugar, fiz muitas amizades, não apenas com outros torcedores, mas também com alguns pilotos de diferentes categorias do automobilismo e jornalistas especializados no assunto. Por isso passei a ser reconhecido por muitos deles quando circulo pelo Paddock nas competições.

Marcelo de O. Alves com Felipe Massa, no Autódromo de Interlagos. Foto: arquivo pessoal de Marcelo de O. Alves.

Marcelo de O. Alves com Felipe Massa, no Autódromo de Interlagos. Foto: arquivo pessoal de Marcelo de O. Alves.

Quanto mais eu frequento este templo sagrado da velocidade, mais sinto vontade de estar nele. Quando tive problemas de transtorno de ansiedade há uns anos, foi o automobilismo e ir a este autódromo que usei como terapia, pois é o lugar onde me sinto bem, em paz e esqueço dos problemas, como se ao cruzar o Portão 7 fosse transportado para uma outra dimensão, um mundo paralelo, um lugar onde eu só tivesse coisas boas.

Só tenho a agradecer a esta casa querida que tão bem nos recebe em seus eventos. A você, que já foi muita vezes, ou ainda não foi, só digo uma coisa: vale demais a pena estar em Interlagos e ver pertinho o palco do GP Brasil de F1, lugar sagrado, por onde passaram grandes nomes do automobilismo mundial, como Ayrton Senna, Michael Schumacher, Alain Prost, Niki Lauda, Emerson Fittipaldi e Jackie Stewart.

 

Marcelo de O. Alves com Emerson Fittipaldi, no Autódromo de Interlagos. Foto: arquivo pessoal de Marcelo de O. Alves.

Marcelo de O. Alves com Emerson Fittipaldi, no Autódromo de Interlagos. Foto: arquivo pessoal de Marcelo de O. Alves.

Obrigado por tudo Autódromo de Interlagos, neste ano eu completo 10 anos indo assistir ao GP Brasil de F1, algo que sempre sonhava em fazer. Que venham mais décadas de alegrias e muita velocidade para nós torcedores.

 

 

NaoseremosHaqueadostaofacilmenteaquina@spturis.2089

André Oliveira: 20/12/2008, um sábado sonolento, assistindo um telejornal do meio-dia quando eles falaram que o Autódromo estava aberto para todos, onde estavam acontecendo vários eventos na pista inteira. Dei um pulo do sofá e em 5 segundos me troquei e voei pra Interlagos. Quando cheguei, muita coisa já tinha acabado, mas não poderia perder aquela oportunidade. Dei a volta por baixo, subi por trás dos boxes e vi um portão aberto, aquele que dá diretamente na pista, na reta dos boxes, bem em cima da linha de chegada. Minhas pernas tremeram de emoção. Cruzei a faixa que dividia e olhei para aquele retão e me lembrei de todos os meus ídolos que por ali passaram: Emerson, Lauda, Gilles, Arnoux, Piquet, Schumacher, Khodair, Serra, Ingo…dos carros e caminhões…quantas ultrapassagens naquele retão de meu Deus! Segui em frente e cheguei no S. Parei no silêncio, fiquei admirado com a descida. Mais lembranças. Fui para a reta oposta e podia ouvir nos meus pensamentos os motores rugindo nela. Curva do lago, subida do laranjinha e outra parada para observar as ranhuras na pista para escoamento de água. Curva do Laranja, Pinheirinho e Bico de Pato. Nelas senti cheiro de borracha queimada e peguei vários pedaços ali pois na semana anterior (teve Stock Car). Mergulho !!! Nooosssa…até a pé ela é linda de se fazer, dá medo. Junção e subida do Café, onde havia algumas pessoas descendo de skate. Que coisa magnifica. Se não tem motor, não sobe. Inicio da reta dos boxes, fui andando mais devagar para ver mais detalhes e entrei onde era um antigo acesso da entrada dos boxes e de lá vi a pista de cima e pude contemplar o traçado antigo também. Continuei pelo retão, cruzei a linha de chegada e mais lembranças dos pilotos que ali venceram. Até eu senti como se tivesse ganho uma corrida ! Parei bem onde havia acontecido um acidente na largada da Stock, não me lembro com quem, mas foi feio com carro pegando fogo perto do muro do lado direito da pista. Tinha um pedaço de disco de freio e vários pedaços dos carros ainda espalhados. E foi isso, meu passeio pela pista inteira do maior templo automobilístico da America Latina, o meu Autódromo de Interlagos. Se já não fosse tarde e tempo nublado, daria outra volta nela. Ahhh….como não poderia ficar só na memória, tirei algumas fotos, pelo celular da época, mas ainda tenho algumas. Abraços ! Segue a foto que falei, feita no antigo acesso aos boxes, com visão da Bico de Pato e Mergulho.

Foto: André Oliveira

 

NaoseremosHaqueadostaofacilmenteaquina@spturis.2089

Paulo Polas Blacconaro: Trabalhei por dois anos no campeonato de ponta do automobilismo, na categoria Speedy 1600. Estive por várias vezes da minha vida nessa reta, no pré-alinhamento, dando suporte aos carros.

 

NaoseremosHaqueadostaofacilmenteaquina@spturis.2089

Leonardo Vasconcelos Mogrão: Na primeira vez em que pisei no solo sagrado, eu chorei de emoção: logo que consegui minha carteira de habilitação passei a ir todos os finais de semana em qualquer evento que acontecia, trabalhei muito durante anos e montei um carro específico de corrida. Tive a oportunidade de correr diversas vezes, na última delas perdi meu freio na reta dos boxes na placa dos 150 metros para a curva do S, estava a 235 km/h. Em comemoração, tatuei a pista no meu braço.

Interlagos, S do Senna. Foto: José Cordeiro/SPTuris

Interlagos, S do Senna. Foto: José Cordeiro/SPTuris

@NE3UFLA: Em 2014, ocorreu a  primeira participação da equipe @NE3UFLA no Kartódromo de Interlagos! Foi uma ótima experiência para a nossa equipe.

Katódromo de Interlagos. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Katódromo de Interlagos. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

 

Depoimento de Francisco José Amantéa, engenheiro da SPTuris, que trabalha no Autódromo.

Acompanho, de maneira apaixonada, os GPs de Fórmula 1 há 40 anos. Neste tempo, tivemos grandes vencedores, verdadeiros heróis nacionais, tais como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. As manhãs de domingo eram aguardadas ansiosamente, pois a possibilidade de alegria era real. As vitórias eram comemoradas de forma patriótica. Era impensável que, 40 anos depois – eu que tanto gosto deste evento – seria integrante da equipe técnica, nomeada pela SPTuris, para trabalhar em Interlagos, e que participaria da organização dos GPs, tendo a possibilidade de circular entre os meus ídolos. Tem sido, realmente, uma junção de trabalho e prazer, o que muito me alegra!

 

Francisco José Amantéa. Foto: Acervo Pessoal.

Francisco José Amantéa. Foto: Acervo Pessoal.

 

Termos de uso: Todas as histórias estão sujeitas à edição e correções que os editores do site julgarem pertinentes. As histórias são de caráter pessoal, não tendo o Autódromo qualquer tipo de ingerência ou responsabilidade nos fatos aqui relatados. Cada autor pode solicitar a remoção de sua história a qualquer momento.

Newsletter

receber no receber
Foto: José Cordeiro/ SPTuris